Diário de Anne Frank

diarioannefrankxsDiário de Anne Frank : de 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944 / trad. e pref. de Ilsa Losa. Lisboa : Livros do Brasil, 1955.
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Diário de Anne Frank : de 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944 / trad., pref. Ilse Losa.  Lisboa : Livros do Brasil. 2002.

Sinopse da editora : «”Livros do Brasil” honra-se de apresentar ao público português, incuindo-o nesta “Colecção Dois Mundos”, um dos livros mais extraordinários do nosso tempo: O Diário de Anne Frank. Traduzido em todas as línguas cultas, adaptado ao teatro e ao cinema (com a actriz Audrey Hepburn personificando a outra ?), este Diário não foi escrito como obra literária, com a ideia no público – mas ultrapassa em talento, em beleza, em dignidade humana e em profundo significado a maior parte de quanto se tem publicado nos últimos anos. Anne era uma rapariguinha de uma família judaica de Francfort que se refugiou na Holanda para escapar às perseguições nazis. Invadido este país, a família esconde-se com outras pessoas num «anexo» de uma casa, onde, protegida por gente corajosa e dedicada, consegue viver largo tempo sempre no terror de ser descoberta. Acabou por sê-lo. E o diário de Anne foi encontrado por acaso num monte de papéis velhos. Anne veio a morrer no campo de concentração de Gergen-Belsen. Mas o diário que essa rapariguita escreveu é, na sua perspicácia e na sua desenvoltura adolescente, um documento, um autêntico documento humano – e, só pelo facto de existir, um protesto contra as injustiças do mundo em que vivemos. Como diz a escritora Ilse Losa, que dedicadamente traduziu e prefaciou estas páginas comoventes: «Reencontramo-nos em Anne! Sentimos a verdade, nua e crua, em cada uma das suas palavras. E é precisamente por isso, pela identidade dos sentimentos humanos, independentemente de latitudes e de raças, que esta obra ganha cunho de universalidade.» (fonte )

Sugestões:

  • A introdução ao livro por Ilse Losa e um extrato do diário aqui
  • Reencontro com Anne Frank – 20 anos mais tarde por  Maria Gil de Sousa in  Millenium – Revista do ISPV – n.º 26 – Julho de 2002
  • O texto completo em aqui (pdf)

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One response to “Diário de Anne Frank

  1. Manuela DLRamos

    “Amesterdão
    Prinsengracht, 263

    Caminho entre casas e canais, sempre casas e canais, debaixo de uma chuva torrencial. As casas são altas e esguias, de uma nobreza sóbria, despidas de qualquer pompa, sem alardes, estranhamente genuínas. (…)

    Finalmente estou na Prinsengracht. Passo pela Westertoren, cujos sinos a Anne Frank muito apreciava e que lhe fizeram tanta falta quando, um dia, deixaram de tocar. «Os sinos da Westertoren já não tocam. Achava-os tão bonitos e calmantes».

    Depois encontro-me em frente ao número 263, uma casa igualmente estreita, esguia e velha como todas as casas naquela rua, mas que se distingue por uma tabuleta onde leio: «Anne Frank Huis» — a casa de Anne Frank.

    Foi então aqui que ela entrou num dia de chuva como hoje: «Assim corremos, debaixo da chuva, a mãe, o pai e eu, cada um com uma pasta e uma saca de compras, completamente cheias, sabe Deus com quê». Foi também daqui que, dois anos mais tarde, saiu, empurrada pela Gestapo, para nunca mais voltar.”

    Ilse Losa in À flor do tempo
    Porto, Edições Afrontamento, 1997

    http://olharaintolerancia.wordpress.com/2007/12/13/amesterdao/

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