“Beatriz e o Plátano” – Crónica de Ivo Cruz

«(…)Recebi-o como prémio. O meu primeiro prémio. Na escola Pero Vaz de Caminha, nome do escrivão da armada de navios de Pedro Alvares Cabral, escola nova que eu estreei, no meu 7ºano, ganhei o primeiro prémio de desenho. O melhor desenho da escola. Nunca tinha ganho qualquer prémio, até aí e poucos realmente ganhei até agora. À frente de toda a gente, o director da escola deu-me um livro. Disse umas palavras bonitas, eu curvei a boca e acenei a cabeça e depois da euforia e entusiasmo do reconhecimento, caí um pouco em mim pensando, enquanto fios de suor caiam do meu rosto, depois de um joguinho de bola, que se calhar seria melhor terem-me oferecido a bolita que deram ao terceiro lugar. Nesse dia não prestei muita atenção ao livro que recebi. Educado, agradeci o meu presente e com regozijo, recebi as palmas de todos. Meti o livro na sacola, da mesma forma que fazia com os livros da escola. Era mais um pensei. Depois lembro-me de correr para o campo, como qualquer criança o faz: com energia. E muitas mais pingas de suor perdi, até chegar a casa.

De regresso a casa, mal sabia que transportava um livro que iria emoldurar a minha infância e tornar-se um ícone, um valor para o que faço. Lutar pelo que acredito. Ilse Losa a escritora, escreveu-o numa prosa acessível, e até sedutora para crianças como eu, pouco habituadas a ler. (…)»  

  •  A ler o texto completo, obrigatoriamente ;-) aqui, pelo que diz dos plátanos, pelo que diz da leitura, pelo que diz deste livro de Ilse Losa.

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