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Flores para Ilse Losa

na data do seu falecimento  (Porto, 6 de janeiro de 2006)

Curta montagem com imagens de flores recolhidas de ilustrações dos seus livros por:

O mundo em que vivi

O mundo em que vivi / Ilse Losa. 5a ed., refundida. Porto : Afrontamento, 1987. Capa de Ângela Melo.  (Atualmente na  29ª edição)
(fonte da imagem)

Ver capas da 1ª edição e 5ª edições aqui
1987_Ilselosa_Mundoemquevivi [Texto da contracapa, datado de Novembro de 1989, da autoria de Óscar Lopes, a quem o livro é dedicado]: «Numa escrita inexcedivelmente sóbria e transparente, e através de breves episódios, este romance conduz-nos em crescendo de emoção desde a primeira infância rural de uma judia na Alemanha, pelos finais da Primeira Guerra Mundial, até ao avolumar de crises (inflação, desemprego, assassínio de Rathenau, aumento de influência e vitória dos Nazistas) que por fim a obrigam ao exílio mesmo na eminência de um destino trágico num campo de concentração. Há uma felicíssima imagem simbólica de tudo, que é a do lento avançar de uma trovoada que acaba por estar «mesmo em cima de nós». Assistimos aos rituais judaicos públicos e domésticos, a uma clara atracção alternativa entre a imigração para os Estados Unidos da América e o sionismo. Fica-se simultaneamente surpreendido pela correspondência e pelas diferenças entre o adolescer e o viver adulto em meios culturais muito diversos, pois há relances de vida religiosa luterana, católica e de agnosticismo à margem da experiência judaica ortodoxa. Perpassam figuras familiares de recorte nítido: os avós da aldeia, o pai, negociante de cavalos, desfeiteado por anti-semitas e falecido de cancro, os tios progressistas Franz e Maria, o avô Markus, a amorável avozinha Ester (kleine Oma), Paul (o jovem quase namorado que se deixa intimidar pelo ambiente), Kurt (o jovem enamorado assolapado, culto e firme nas suas convicções). A acção é desfiada numa sucessão de fases biográficas progressivamente dramáticas — e nós acabamos por participar afectivamente de um destino ao mesmo tempo muito singular e muito típico, que bem nos poderia ter cabido. Um romance de características únicas na literatura portuguesa — e emocionalmente certeiro.» Fonte
(…)

Recensão Casa da Leitura: «Denso, genuíno, sóbrio, forte, dramático, emocionante, numa palavra, singular, este romance de Ilse Losa (1913-2006), autora galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças, é já um clássico da literatura infanto-juvenil portuguesa. Tendo como cenário a Alemanha de Hitler, esta é uma narrativa na primeira pessoa protagonizada por Rose, uma menina judia que conta as suas vivências familiares e religiosas, dando conta também de alguns dos momentos cruciais do seu crescimento. A densidade psicológica da heroína, em especial a sua força de viver, e o realismo descritivo que marca os cenários (em muitos momentos, pontuados por elementos de índole contextual/histórica), a par das reconhecíveis marcas de autobiografismo (romanceado), não deixam que o leitor abandone a leitura deste livro, publicado pela primeira vez em 1943. | Sara Reis da Silva»

Ler alguns capítulos do livro aqui

Histórias inesquecíveis para crianças

1987_IlseLosa_historiasinesqueciveisparacriancas_manuelabacelarDuas datas nos catálogos on line das Bibliotecas: 1974 e 1987 (ver por ex. aqui)

Histórias inesquecíveis para crianças / selec. de Ilse Losa ; il. de Manuela Bacelar ; capa de A. Pedro. Lisboa : Livros do Brasil,

Contém: “As três fiandeiras”/ Irmãos Grimm; “A história do pequeno Muck/Wilhelm Hauff”; “A nuvem cor-de-rosa”/ George Sand; “O rouxinol”/ Hans Christian Andersen; “O rei do rio de ouro”/John Ruskin; “A história de Ivan, o pateta” /Leão Tolstoi; “Uma fábula” /Mark Twain; “Um morteiro fora do comum” /Óscar Wilde; “Casco de prata” /Pawel Bashow; “A marcha nupcial” /Selma Lagerlöf.

Fonte da imagem: catálogo da Biblioteca Municipal de Beja

Mais informação : Contos dos Irmãos Grimm (tradução de Maria Cristina de Araújo), Wilhelm Hauff (tradução de Teresa Balté), George Sand (tradução de Virgínia de Castro e Almeida, revista por Ângela Lieblich), John Ruskin (tradução de Luísa Derouet), Mark Twain e Oscar Wilde (traduções de Margarida Losa), Leão Tolstoi, Hans Christian Andersen, Pawel Bashow e Selma Lagerlöf (traduções de Ilse Losa).  (fonte)

Notas: exemplar de 1974 com acesso reservado na BMde S.Lázaro (Porto)

Ficha na wook