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A Minha Melhor História

A Minha Melhor História/ Ilse Losa; il. Fernando de Oliveira. – Porto : Editora Nova Crítica,  1979. ( Andanças : 4) >

Nesta 1ª edição são três as histórias: A minha melhor história, Joana e o Mendigo e Apesar de Tudo.

Fonte da imagem: in- libris

 

 

A Minha Melhor História / Ilse Losa; il. Luísa Brandão. – Porto : Edições Asa , 1985 – (Asa Juvenil : 22)  ISBN: 972-41-0235-1
Nota: a imagem reproduz a imagem da capa da “5ª edição” de 1997. O livro foi reimpresso até 2001 encontrando-se atualmente “esgotado ou indisponível”. >

«Sinopse: Compilação de quatro pequenas histórias, a principal das quais – a que dá título ao livro – relata o momento em que a autora, ainda criança, se apercebe, “pela Primeira vez, da alegria que experimentam as pessoas que sabem, através de palavras escritas, comunicar com os outros”. Uma história simples, de cariz autobiográfico, em torno de uma redacção escrita num caderno de escola.
Das restantes histórias – “Ontem, Hoje, Amanhã”, “Joana e o Mendigo” e “Apesar de Tudo” -, destaque para a última, onde a sua origem germânica, aborda o tema da Segunda Guerra Mundial e dos conflitos inerentes à convivência, no pós-guerra, entre os filhos daqueles que serviram sob o regime de Hitler e os daqueles que dele tiveram que fugir. » wikieducaçãoFonte:

Recensão Casa da Leitura- Rui Marques Veloso (com “spoiler”)
«Quatro contos que têm em comum a ideia do tempo que marca a vida de cada um de nós. Nos três primeiros, as crianças que os protagonizam compreendem que a memória é um mundo muito nosso, onde guardamos as recordações do que de bom e de mau nos acontece, mas que podemos partilhar com os que nos são queridos. O último conto, com marcas claras do tempo vivido na Alemanha, dá-nos a história do aniversário de Rolf que convida para a festa um seu amigo, filho do torcionário nazi que assassinara o pai. As crianças não sabem, mas a mãe debate-se com a questão da culpa. Ciente de que aqueles meninos representam um mundo novo, oferece-lhe fatias de bolo de aniversário.

O Príncipe Nabo

2000_IlseLosa_principenabo_manuelaBacelarO Príncipe Nabo / Ilse Losa ; il. Manuela Bacelar. – [s.l.] : Afrontamento, 2000. – (Tetras e letras ; 27)

Recensão Casa da Leitura:
«A hesitação entre dois universos, testemunhados quer pela presença de dois grupos distintos de personagens, quer pela referência a dois espaços antitéticos, o dos “pobres” e o dos “ricos”, representa a linha temática orientadora desta peça. Esta é uma obra em que a auto-aprendizagem “daquilo que realmente conta na vida” surge ficcionalizada não raras vezes através dos três tipos de cómico, o de linguagem, o de situação e o de carácter. Aspectos como o recurso a expressões de tonalidade francesa, os nomes dos pretendentes da Princesa Beatriz e as sucessivas situações de pedido e de recusa da sua mão ou, ainda, a presença do Bobo, com cuja actuação encerra a acção, contribuem para a construção humorística que caracteriza a obra. »

  • Outras edições:

O Príncipe Nabo da Nabolândia ; João e Guida / Ilse Losa. – Porto : Livraria Divulgação, 1962  (nota: título da capa : 2 peças infantis)

 Princípe nabo / Ilse Losa ; il. Fernando Relvas. – Lisboa : Plátano, 1978. – (Plátano de Abril ; 10) (Fonte da imagem  aqui )

Miguel: o expositor

Miguel : o expositor / Ilse Losa ; il. António Modesto. – 2ª ed. – Porto : Afrontamento, 1993. – (Tretas e Letras ; 10)

1993_IlseLosa_2e_miguel Recensão casa da Leitura: «Miguel vive num bairro pobre e passa muito tempo sozinho; entretinha-se a pintar o pavimento da rua. Um dia oferecem-lhe tintas e pincéis e, feliz, pinta uma cartolina que, depois de emoldurada, é colocada, na rua, à venda, por imposição do homem que vive com a mãe. Uma professora convida-o para participar numa exposição colectiva na Câmara Municipal, mas a experiência é frustrante, já que ele é diferente porque pensa e é criativo. Volta à rua e consegue vender o quadro pelo preço justo. Entrega todo o dinheiro à mãe, que, contente, antevê a possibilidade de se venderem mais quadros do Miguel. Subitamente, a mãe, revoltada consigo mesma, toma consciência da fragilidade do filho e abraça-o com imensa ternura. | Rui Marques Veloso»

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———1ª edição:

O Expositor / Ilse Losa ; il. António Modesto. – Porto : Afrontamento, 1982

Fonte da imagem 

> Sobre este ilustrador ler de José António Gomes: “António Modesto: uma introdução (… )”

O Senhor Pechincha, seguido de O Bonifácio

O senhor Pechincha ; seguido de O Bonifácio / Ilse Losa ; il. António Lucena. – Porto : Afrontamento, 1993. – 45, [2] p. : muito il. ; 24 cm. – (Tretas e letras ; 24)  aqui

1993_ilselosa_senhorpechincha_antoniomodesto

Sinopse da editora: «Dois óptimos textos de Ilse Losa que ganham uma nova dimensão enquadrados pelas ilustrações de António Lucena, nome que o Pintor António Quadros usava quando fazia ilustração.
Junta-se assim o universo imaginativo das histórias de Ilse Losa com todo o humor, ironia e ternura em que esta autora é exímia, com o rigor do desenho, a profusão da cor, o movimento e a criatividade quase só possíveis em António Quadros.»

Ler “Ilse Losa e o Senhor Pechincha” por José António Gomes  NELA (Núcleo de Estudos Literários e Artísticos da ESE do Porto)

Ver a 1ª edição de Bonifácio (1980)  com ilustrações de Miranda.

 

Um artista chamado Duque

Um Artista chamado Duque / Ilse Losa ; il. Manuela Bacelar. – Porto : Asa, 1990. – (Asa Juvenil / coord. Ilse Losa ; 50)

Outras edições deste conto
1990_ilselosa_umartistachamado_bacelarfonte da imagem e da descrição bibliográfica

A visita ao padrinho

1989_IlseLosa_avisitaaopadrinho_angela_meloA visita ao padrinho e outras histórias / Ilse Losa ; il. Ângela Melo. – Porto : Afrontamento, cop. 1989. – 41, [2] p. : muito il. ; 24 cm. – (Tretas e letras ; 21)

Ver capa e autógrafo aqui

Contém : Visita ao padrinho. – p. 7-21. – Dois companheiros. – p. 21-33. – Pepe o Periquito. – p. 35-41

Nota:  Estes contos  integram o livro O Quadro Roubado (1ª edição Porto: Figueirinhas, 1976),  ilust. por Jorge Pinheiro.

Silka

1989_Ilselosa_silka_manuelaBacelarSilka / Ilse Losa ; il. Manuela Bacelar. – Porto : Afrontamento, 1989. – 42, [3] p. : il. ; 24 cm. – (Tretas e letras ; 22)

«Este livro relata uma lenda nórdica que um dia contaram a Ilse Losa e que ela agora nos conta à sua maneira: bela e triste. Com as ilustrações deste livro ganhou Manuela Bacelar a Maçã de Ouro da Bienal Internacional de Ilustração de Bratislava, bem como o Prémio Gulbenkian de Ilustração.» Ficha wook

Ver aqui descrição bibliográfica de ambas edições (1984 e 1989)

Sugestões:

Faísca conta a sua história

Faísca conta a sua história / Ilse Losa ; il. Horácio. – 5ª ed. (?!) – Porto : Asa, 1988. -(Asa Juvenil, 43)
Livro há muito esgotado! (ver)
1997_Ilselosa_faiscacontaasuahisthoracioImagem do cat. da BMBeja (ver autógrafo )

faiscacontaasuahistoria_horacio_casadaleituraFonte da imagem Casa da Leitura

Recensão Casa da Leitura: «Um conto que apresenta a originalidade de ter como narrador um cão, agora já velho, protagonista desta história de amizade e saudade. A vida do Faísca foi marcada por duas crianças, o Manuel e a Luísa. Recorda, emocionado, os seus tempos de cachorro, as brincadeiras com o seu dono-menino, a pobreza e o trabalho da mãe do Manuel, as romarias, o mar e o terrível dia em que foi vendido aos pais da Luísa, menina mimada que tinha tudo o que queria. Levado para Lisboa, aí descobre o conforto de uma casa grande, a boa comida, um tapete para se estender, os passeios pelos jardins. Nada disto o faz esquecer o seu grande amigo; sonha com um reencontro que será a maior alegria da sua vida. | Rui Marques Veloso»

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Ver outras edições:
Faísca conta a sua história / Ilse Losa. [S.l. : s.n.], 1949.
Faísca conta a sua história / Ilse Losa ; il. de Manuela Bacelar. Lisboa : Livros Horizonte, 1979.

O mundo em que vivi

O mundo em que vivi / Ilse Losa. 5a ed., refundida. Porto : Afrontamento, 1987. Capa de Ângela Melo.  (Atualmente na  29ª edição)
(fonte da imagem)

Ver capas da 1ª edição e 5ª edições aqui
1987_Ilselosa_Mundoemquevivi [Texto da contracapa, datado de Novembro de 1989, da autoria de Óscar Lopes, a quem o livro é dedicado]: «Numa escrita inexcedivelmente sóbria e transparente, e através de breves episódios, este romance conduz-nos em crescendo de emoção desde a primeira infância rural de uma judia na Alemanha, pelos finais da Primeira Guerra Mundial, até ao avolumar de crises (inflação, desemprego, assassínio de Rathenau, aumento de influência e vitória dos Nazistas) que por fim a obrigam ao exílio mesmo na eminência de um destino trágico num campo de concentração. Há uma felicíssima imagem simbólica de tudo, que é a do lento avançar de uma trovoada que acaba por estar «mesmo em cima de nós». Assistimos aos rituais judaicos públicos e domésticos, a uma clara atracção alternativa entre a imigração para os Estados Unidos da América e o sionismo. Fica-se simultaneamente surpreendido pela correspondência e pelas diferenças entre o adolescer e o viver adulto em meios culturais muito diversos, pois há relances de vida religiosa luterana, católica e de agnosticismo à margem da experiência judaica ortodoxa. Perpassam figuras familiares de recorte nítido: os avós da aldeia, o pai, negociante de cavalos, desfeiteado por anti-semitas e falecido de cancro, os tios progressistas Franz e Maria, o avô Markus, a amorável avozinha Ester (kleine Oma), Paul (o jovem quase namorado que se deixa intimidar pelo ambiente), Kurt (o jovem enamorado assolapado, culto e firme nas suas convicções). A acção é desfiada numa sucessão de fases biográficas progressivamente dramáticas — e nós acabamos por participar afectivamente de um destino ao mesmo tempo muito singular e muito típico, que bem nos poderia ter cabido. Um romance de características únicas na literatura portuguesa — e emocionalmente certeiro.» Fonte
(…)

Recensão Casa da Leitura: «Denso, genuíno, sóbrio, forte, dramático, emocionante, numa palavra, singular, este romance de Ilse Losa (1913-2006), autora galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças, é já um clássico da literatura infanto-juvenil portuguesa. Tendo como cenário a Alemanha de Hitler, esta é uma narrativa na primeira pessoa protagonizada por Rose, uma menina judia que conta as suas vivências familiares e religiosas, dando conta também de alguns dos momentos cruciais do seu crescimento. A densidade psicológica da heroína, em especial a sua força de viver, e o realismo descritivo que marca os cenários (em muitos momentos, pontuados por elementos de índole contextual/histórica), a par das reconhecíveis marcas de autobiografismo (romanceado), não deixam que o leitor abandone a leitura deste livro, publicado pela primeira vez em 1943. | Sara Reis da Silva»

Ler alguns capítulos do livro aqui

Histórias inesquecíveis para crianças

1987_IlseLosa_historiasinesqueciveisparacriancas_manuelabacelarDuas datas nos catálogos on line das Bibliotecas: 1974 e 1987 (ver por ex. aqui)

Histórias inesquecíveis para crianças / selec. de Ilse Losa ; il. de Manuela Bacelar ; capa de A. Pedro. Lisboa : Livros do Brasil,

Contém: “As três fiandeiras”/ Irmãos Grimm; “A história do pequeno Muck/Wilhelm Hauff”; “A nuvem cor-de-rosa”/ George Sand; “O rouxinol”/ Hans Christian Andersen; “O rei do rio de ouro”/John Ruskin; “A história de Ivan, o pateta” /Leão Tolstoi; “Uma fábula” /Mark Twain; “Um morteiro fora do comum” /Óscar Wilde; “Casco de prata” /Pawel Bashow; “A marcha nupcial” /Selma Lagerlöf.

Fonte da imagem: catálogo da Biblioteca Municipal de Beja

Mais informação : Contos dos Irmãos Grimm (tradução de Maria Cristina de Araújo), Wilhelm Hauff (tradução de Teresa Balté), George Sand (tradução de Virgínia de Castro e Almeida, revista por Ângela Lieblich), John Ruskin (tradução de Luísa Derouet), Mark Twain e Oscar Wilde (traduções de Margarida Losa), Leão Tolstoi, Hans Christian Andersen, Pawel Bashow e Selma Lagerlöf (traduções de Ilse Losa).  (fonte)

Notas: exemplar de 1974 com acesso reservado na BMde S.Lázaro (Porto)

Ficha na wook